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Fusão com Mobly não salvou Tok&Stok, aponta análise

Grupo Toky, controlador de Tok&Stok e Mobly, entra com recuperação judicial pela segunda vez em menos de dois anos, diante de dívida de R$ 1,12 bilhão

Tok&Stok: empresa entrou em recuperação judicial mais uma vez (Imagem gerada por IA/Exame)
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A Tok&Stok, criada em 1978 para oferecer móveis e decoração de design acessível, voltou a pedir recuperação judicial. A medida afeta o Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e da Mobly, que acumulou dívidas de cerca de R$ 1,12 bilhão. O pedido foi protocolado na terça-feira, 12, na Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, com segredo de justiça.

A fusão entre Tok&Stok e Mobly, anunciada em 2024, não impediu o agravamento da crise. O grupo informou que, apesar da reestruturação, o endividamento persiste e se intensifica. As ações TOKY3 registraram queda expressiva após o anúncio, com desvalorização superior a 80% em 2026 e volume de negociação abaixo do esperado.

Contexto inicial e trajetória da crise

A Tok&Stok chegou a ser metade de uma joint venture com o Carlyle, que detinha 60% desde 2012. Em 2021, o Carlyle repassou a operação à SPX Capital, provocando divergências sobre o rumo estratégico. A pandemia acelerou problemas, com fechamento de lojas e margens pressionadas pela inflação e juros altos.

Em 2023, o Carlyle investiu novamente para sustentar a operação, enquanto a família Dubrule aportou recursos. Entre 2023 e 2024, a empresa enfrentou atrasos em compras e acordos de aluguel, levando à perda de controle pela família. A transação com a Mobly, concluída em 2024, gerou expectativas de melhoria que não se concretizaram.

Situação atual e próximos passos

O grupo solicita a antecipação dos efeitos da recuperação por 180 dias, protegendo-o de execuções. Os credores incluem Banco do Brasil, Santander e Bradesco; há bloqueio de recebíveis de cartão por parte da SRM Bank. O plano de recuperação deverá ser apresentado em até 60 dias após o deferimento.

O ambiente macro ajudou a pressionar a operação: o país fechou 2025 com recorde de empresas em recuperação judicial e juros elevados, o que aumenta o custo financeiro. A Tok&Stok mantém 63 lojas físicas e cerca de 2.200 funcionários, buscando uma reestruturação que permita continuidade das atividades sem falência.

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