A SEC dos Estados Unidos propôs eliminar a obrigatoriedade de divulgação de resultados trimestrais por empresas listadas, medida defendida por Trump. A ideia pode permitir relatórios semestrais e anuais, com aplicação potencial já no fim do ano, segundo o presidente da agência, Paul Atkins.
O movimento recebeu resistência de grandes gestoras e bancos de investimento. Citadel, Citi, BlackRock e T. Rowe defendem que manter os resultados trimestrais assegura transparência e formação de preço eficientes. Analistas destacam riscos de distorção caso mercadorias abertas com menos frequência.
Entre críticos, avalia-se que reduzir a frequência pode afetar a liquidez e aumentar a volatilidade diante de dados macro mais pesados. Firmas jurídicas e associações de hedge funds ressaltam que a divulgação regular facilita comparações setoriais e atenua ruídos de curto prazo.
A crítica também aponta que a mudança pode favorecer distorções de preço e reduzir o fluxo de informações relevantes para investidores. Em relatório recente, Citi Research aponta que o desafio reside em manter um nível adequado de informação fundamental sem aumentar a volatilidade.
No debate, associações de investidor institucional reiteram que os relatórios trimestrais ajudam na disciplina de mercado. Por outro lado, defensores da proposta argumentam que reduzir a frequência pode reduzir custos e foco de gestão. As respostas à consulta pública seguem abertas.
international context: em países como Espanha, a divulgação trimestral não é obrigatória para empresas listadas desde 2021, com regras que privilegiam informações semestrais. A discussão nos EUA ganhou fôlego com o interesse de consolidar modelos de divulgação menos onerosos para companhias.
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