Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, sugeriu que o caso envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central, representa o maior crime financeiro da história do Brasil. Ele atribuiu a responsabilidade à gestão anterior do BC, liderada por Roberto Campos Neto, e defendeu maior autonomia para o BC e para a CVM.
Durante o Fórum Esfera Brasil, no Guarujá, Mercadante criticou a liquidação prevista pela atual gestão do BC, liderada por Ilan Goldfajn entre 2016 e 2019, e disse que houve omissão e conivência em determinado momento. O ex-governante do BC foi citado como responsável por não ter autorizado o ingresso de Vorcaro como banqueiro relevante.
Contexto
Mercadante explicou que parte da responsabilidade recai sobre o sistema financeiro, com impacto potencial de 52 bilhões de reais cobertos pelo FGC. Segundo ele, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa participam de parcelas desse total, o que exigiria ações de política monetária para reduzir impactos.
O presidente do BNDES enfatizou a necessidade de mudanças na supervisão de fintechs, apontando risco de lavagem de dinheiro ao operar abaixo de supervisão direta do BC. Ele alertou para a possibilidade de uma nova crise não precificada nos fundos de investimento, destacando a falta de controle e a criação de estruturas com valor inexistente.
Mercadante defendeu uma reestruturação institucional do BC e da CVM, com mais autonomia para atuação rápida e eficiente. Disse que o sistema financeiro precisa contribuir para reduzir os impactos, sob pena de arcar com custos elevados.
Já André Esteves, do BTG Pactual, afirmou que não houve falha do banco ao demonstrar interesse pela aquisição do Banco Master. Ele reconheceu problemas de controle no setor e pediu maior clareza para evitar que atividades criminosas ganhem espaço no mercado financeiro.
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