A edição 2026 do Barômetro da Construção Sustentável, conduzida pela Saint-Gobain, aponta entraves no avanço da sustentabilidade na construção. Bancos e seguradoras reconhecem a importância da adaptação climática, mas a falta de clareza sobre o retorno financeiro freia investimentos.
O estudo mostra que, embora o tema ganhe espaço, ele ainda não está definido como critério decisivo em financiamentos e seguros. O principal desafio é provar o retorno sobre o investimento, já que os benefícios da resiliência aparecem a longo prazo e de forma indireta.
Na prática, custos imediatos pesam mais que ganhos futuros, dificultando a incorporação da resiliência nos modelos financeiros. Apenas 47% dos profissionais acreditam que construção sustentável gera mais valor econômico do que a tradicional.
Desafios e caminhos
Especialistas apontam três caminhos para mudar esse cenário: tornar os benefícios visíveis para investidores e usuários, comprovar o desempenho das soluções implantadas e demonstrar competitividade frente aos métodos convencionais.
Papel do setor financeiro
O Barômetro sugere que bancos e seguradoras podem acelerar a transformação ao incorporar adaptação e resiliência nas análises de risco. Recomendam-se padrões operacionais mais claros, tradução de riscos físicos em métricas econômicas, instrumentos específicos e integração da resiliência nas avaliações.
Brasil em foco
No Brasil, a construção sustentável é prioridade para 76% de stakeholders e cidadãos, acima da média global. No entanto, apenas 35% acreditam que gera mais valor econômico que os métodos tradicionais. Transparência no desempenho e competitividade de soluções são vistos como essenciais.
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