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Fraudes digitais atingem 34% dos usuários de remessas, aponta Chubb

Chubb revela que 34% dos remetentes já sofreram fraude cibernética; a digitalização exige proteção financeira integrada às plataformas de remessa

Relatório da Chubb aponta que 34% dos remetentes no mundo já sofreram com fraudes digitais e 86% usam canais digitais para enviar dinheiro. (Foto: Bloomberg Creative Photos)
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A digitalização acelerou as remessas na América Latina, mas ampliou a exposição de usuários a fraudes, ataques cibernéticos e falhas na proteção. Um relatório da seguradora Chubb aponta que 34% dos remetentes no mundo já foram vítimas de fraude cibernética e 86% utilizam canais digitais para enviar dinheiro.

No Brasil, Argentina, México e Colômbia houve preocupação com golpes digitais: 13% dos respondentes em Brasil e Colômbia, 13% na Argentina, 15% no México reduziram o uso de plataformas digitais por esse motivo. O estudo foi realizado junto a 3.502 adultos pela Opinium Research.

Segundo a Chubb, apenas a melhoria técnica não basta; é preciso incorporar proteção financeira real no fluxo da transação. A executiva Mónica Triviño destaca que seguros devem acompanhar as remessas, não existir como produto separado.

Riscos e vulnerabilidades

A seguradora identifica três riscos críticos: fraudes no translado de recursos, interrupção do fluxo por falhas do emissor e ausência de mecanismos de recuperação após falha ou interceptação. O relatório é intitulado A armadilha da confiança nas remessas: revelando vulnerabilidades ocultas.

Mais de 90% dos trabalhadores migrantes e da economia de plataformas nos EUA e na Ásia-Pacífico consideram atraentes seguros contra acidentes, internação hospitalar e cibersegurança. Na América Latina, as remessas sustentam consumo, saúde e educação das famílias beneficiárias.

Perspectivas e oportunidades

No Brasil, 89% dos destinatários disseram que usariam uma plataforma com seguro contra roubo ou perda de remessas. A Chubb vê potencial para integração de seguros no fluxo da transação, ampliando alcance por meio do sistema bancário tradicional.

A autora do estudo afirma que a infraestrutura digital já existe; a chave é a integração com soluções de proteção. A região possui uma base de usuários acessíveis por parcerias com redes bancárias e serviços de remessa.

Cenário econômico da região

Em 2025, as remessas para a América Latina atingiram US$ 174,4 bilhões, ante US$ 162,7 bilhões de 2024, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O México recebeu US$ 61,81 bilhões, seguido por Guatemala, Colômbia e Honduras, em valores.

Apesar das políticas migratórias dos EUA, o fluxo regional de remessas manteve-se estável em 2025. A Chubb ressalta que proteger emissores e receptores fortalece toda a cadeia de remessas e a inclusão financeira.

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