O mercado global de petróleo aproxima-se de um ponto de virada que pode acionar inflação, escassez e, com o tempo, recessão. A possibilidade de acordo entre EUA e Irã surge três meses após o início da operação Epic Fury de Washington, no contexto da crise no Golfo e do fechamento do estreito de Hormuz. O objetivo é normalizar fluxos e reduzir incertezas.
Dados indicam que o preço spot de cada barril oscilou próximo de 100 dólares após o Irã responder às pressões dos EUA e de Israel. A ação provocou queda parcial dos envios pelo estreito, mas ainda não houve elevação histórica acima dos níveis observados. A sensação é de instabilidade, mesmo com sinais de contenção.
A Agência Internacional de Energia (IEA) adverte que estoques globais caem em ritmo recorde. Analistas alertam que, sem acordo, o fornecimento pode ficar ainda mais crítico, elevando preços e provocando redução de demanda. Há expectativa de normalização apenas parcial mesmo em caso de avanço diplomático.
Entre as projeções, nomes de destaque apontam que, se o estreito permanecer fechado, os estoques de petróleo podem chegar a níveis críticos até o fim de junho. Especialistas citam possível alta de Brent para 130-140 dólares o barril e cortes adicionais de demanda.
O impacto vai além do petróleo. OI financeiro aponta que o choque se estende a LNG, fertilizantes, frete e insumos industriais, afetando economias dependentes de importações e pressionando o crescimento. Governos já adotam medidas para conter a demanda.
Caso as negociações falhem repetidamente, o mercado pode entrar em nova fase de volatilidade. A curto prazo, a inflação pode subir e haver escassez de derivados do petróleo; a médio e longo prazos, o risco de recessão tende a aumentar.
Entre na conversa da comunidade