Spotify amplia o foco do áudio para além da música, com anúncios feitos durante seu dia de investidores. A empresa apresentou novas ferramentas de IA para fãs, criadores e ouvintes.
Entre os destaques, está o acordo com a Universal Music Group que permite covers e remixes criados por IA, com consentimento de artistas, crédito e repartição de receitas. O objetivo é licenciar conteúdos gerados por fãs.
Outra novidade é o Studio by Spotify Labs, que transforma e-mails, agenda e anotações em briefings e podcasts de áudio personalizados. A proposta é atuar como uma central de produção de conteúdos sob medida.
Um recurso com tecnologia da ElevenLabs permite que autores convertam livros em audiobooks narrados pela IA, sem estúdio ou narrador humano. A plataforma permite publicação direta pela Spotify.
Além disso, o serviço Spotify Reserved oferece aos superfãs uma pré-venda de ingressos, com janela de compra garantida antes da venda ao público em geral. A medida mira engajamento de ouvintes.
Contexto: a Apple Music afirmou, em abril, que mais de um terço das músicas recentes são geradas por IA, mas respondem por menos de 0,5% do tempo de escuta. A disparidade ajuda a entender o impulso da Spotify.
A empresa sustenta que as inovações colocam o usuário no centro, seja para remixar conteúdos, ouvir em vez de ler ou até narrar obras literárias sem custos de estúdio. A parceria com a UMG é vista como marco regulatório do setor.
Pergunta central envolve equilíbrio entre democratização criativa e preservação de empregos artísticos. A nota destaca a necessidade de políticas que tornem as entradas de IA significativas para artistas, não apenas forma de conformidade.
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