O banco Central informou que, na crise envolvendo o conglomerado Master, os recursos ressarcidos pelo FGC foram direcionados majoritariamente a ativos considerados seguros. Dos R$ 37,7 bilhões pagos entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro, boa parte buscou reduzir riscos.
Mais da metade do montante foi aplicado em títulos de outras instituições financeiras, com destaque para bancos de grande porte. Recursos destinados a instituições classificadas como S1 somaram R$ 8,49 bilhões, e a S2, R$ 5,03 bilhões.
Além disso, cerca de R$ 15,46 bilhões, ou 41% do total, ficaram em instrumentos conservadores como poupança, títulos públicos, fundos e ações. Outros títulos privados receberam R$ 1,47 bilhão, equivalente a 3,9%.
O que o FGC gatilhou
O relatório deixa claro que o fluxo não seguiu para aplicações de maior risco. Investidores optaram por ativos líquidos e com menor exposição a volatilidade, buscando segurança após a liquidação do Master.
Impacto no sistema financeiro
O BC sustenta que a liquidação do Master não ameaçou a estabilidade financeira. O conglomerado respondia por 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional, e não houve contágio para o restante do setor.
Conclusões do BC
A autoridade aponta que o acesso ao mercado de captação permaneceu estável, assim como a proteção aos depositantes. Os números indicam capacidade de resistência do sistema, mesmo diante de uma das maiores operações de ressarcimento do FGC.
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