O Desenrola 2.0 permite usar o saldo do FGTS para quitar dívidas, com início de vigência nesta segunda-feira, 25 de maio. O mecanismo facilita renegociação de débitos com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, dentro de regras definidas pelo governo.
Podem participar trabalhadores com saldo disponível no FGTS e renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). O recurso não pode ser sacar o dinheiro; ele é transferido diretamente para a instituição financeira credora.
Para usar o FGTS, o trabalhador deve acessar o aplicativo do FGTS e selecionar Novo Desenrola Brasil, autorizar consulta de saldo, e negociar pela instituição financeira. A Caixa transfere o valor à instituição escolhida, dentro do limite.
Renegociação
As dívidas renegociadas podem ter descontos entre 30% e 90%. A taxa de juros máxima fica em 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses. A primeira parcela pode vencer em até 35 dias após a renegociação.
O teto da nova dívida, após descontos, é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, com garantia do FGO. O processo envolve envio do pedido pela instituição ao FGTS para prosseguir.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a expectativa é movimentar até R$ 8,2 bilhões do FGTS com o Desenrola 2.0. O programa tem duração de 90 dias, até 2 de agosto, e já soma impactos para a renegociação de dívidas.
Nova liberação de saques do FGTS
A partir desta terça-feira, 26 de maio, serão liberados R$ 8,4 bilhões em saques do FGTS, abrangendo 10,5 milhões de trabalhadores. A medida atinge quem optou pelo saque-aniversário ou foi demitido sem justa causa entre 2020 e 2025.
O bloco de saques visa ampliar a liquidez dos trabalhadores. A iniciativa complementa o Desenrola 2.0, ampliando opções de uso do FGTS para fomento financeiro pessoal.
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