As operações de fusões e aquisições no setor brasileiro de energia caíram 18,6% em 2025, ante 2024. No total, foram 70 negócios fechados em 2025, frente a 86 no ano anterior, segundo levantamento da PwC.
A queda reflete uma acomodação natural do mercado, após anos de forte splash em geração distribuída e grandes projetos de energia renovável. A dificuldade de transparência dificulta medir valores negociados com precisão, segundo Favian Goitia, da PwC Brasil.
Apesar da menor atividade, a consultoria afirma que fatores macroeconômicos não devem comprometer a atratividade do Brasil para novos acordos. Juros elevados, calendário eleitoral próximo e tensões internacionais não alteram o impulso do setor.
Cenário e Valores
Para 2026, o foco dos investidores migra para infraestrutura de transmissão e redes, diante de gargalos de escoamento. A PwC estima que a solução para curtailment pode levar de 2 a 3 anos.
A expansão de transmissão ganha peso com a crescente demanda de data centers e IA, que elevam o consumo de energia. Um exemplo destacado é o acordo de US$ 2 bilhões entre Omnia Data Centers e Casa dos Ventos.
Daniel Martins, também da PwC, ressalta que a matriz energética diversificada, o volume de projetos e a previsibilidade regulatória mantêm o Brasil como polo de oportunidades para a nova demanda tecnológica.
Mineração e Setor Amplo
O recuo em 2025 acompanha a tendência do setor de energia como um todo, que abrange óleo e gás, mineração, metais e químicos. O total de transações caiu de 158 para 129.
No subsector de metais e mineração, as operações passaram de 29 para 23. A PwC destaca que o avanço digital deve ampliar a capacidade produtiva, com movimentos como a venda da Serra Verde à USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões em 2025.
Entre na conversa da comunidade