A Índia recorreu a importações de petróleo da América Latina e da África para compensar o corte de suprimentos do Oriente Médio, provocada pela restrição de navegação no Estreito de Ormuz em decorrência do conflito entre Israel, EUA e Irã. Dados de fontes comerciais mostram o reposicionamento das refinarias indianas diante do desequilíbrio.
Até fevereiro, o petróleo vindo do Oriente Médio representava a maior parte das compras do país, segundo a Índia ser o terceiro maior importador e consumidor de petróleo. Em abril e maio, houve incremento de compras na Venezuela, Brasil, Angola e Nigéria para compensar o déficit.
Em maio, a Índia reduziu as importações da Rússia e passou a receber petróleo iraniano após uma isenção temporária dos EUA, visando estabilizar preços globais. A Nayara Energy interrompeu temporariamente a refinaria de 400 mil bpd para manutenção, contribuindo para a queda de demanda russa.
No conjunto de abril, as importações totais da Índia ficaram em 4,57 milhões de bpd, estáveis em relação a março, mas 15,5% abaixo de 2023. Em abril, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita mostraram recuperação de volumes, seguindo como principais fornecedores.
Contexto de fornecedores e rotas
A Rússia permaneceu como o maior fornecedor, seguida por Emirados e Arábia Saudita. Brasil ocupou a posição de quarto colocado, com a Venezuela avançando para quinto, segundo dados preliminares da Kpler. O Golfo é central para exportação, com Kuwait, Iraque, Catar e Bahrein dependentes de rotas alternativas.
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