O Banco Central (BC) informou que a liquidação extrajudicial das empresas do grupo Master foi uma “crise pontual” e não gerou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O relatório divulgado nesta segunda-feira (25) aponta que o episódio não provocou impactos relevantes nas taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo o BC, não houve impacto relevante no SFN mesmo diante das supostas fraudes que levaram à liquidação das instituições do conglomerado Master. A conclusão considera o conjunto de operações e a resposta do mercado durante o episódio.
A partir do ocorrido, os clientes da Master direcionaram recursos para bancos de maior porte. O BC diz que esse movimento ocorreu após o pagamento dos valores investidos pela FGC, reforçando a percepção de menor risco institucional para quem buscava segurança.
O FGC, criado em 1995, é uma associação privada sem fins lucrativos ligada ao SFN. Sua função é prevenir crises bancárias sistêmicas e proteger depositantes e investidores, atuando principalmente na assistência de liquidez ou estrutural e na proteção de garantias.
Em relatório, o BC detalha que, apesar da crise envolvendo o Master, não houve retração de crédito com efeito sistêmico e as operações financeiras permaneceram estáveis dentro do esperado para o período. Não há indicativos de falhas amplas no sistema financeiro.
Entre na conversa da comunidade