O Tesouro Direto registrou queda nas taxas nesta segunda-feira (25), acompanhando o recuo global dos juros após avanços nas negociações entre EUA e Irã. O potencial acordo preliminar entre as partes aumenta a percepção de menor risco geopolítico para o petróleo.
Entre os envolvidos, destacam-se autoridades dos Estados Unidos e do Irã, cujos representantes afirmaram ontem que os princípios de um memorando de entendimento foram acordados. A assinatura ainda depende de etapas formais dos dois governos.
O movimento ocorre com o mercado brasileiro reagindo ao desempenho internacional, enquanto os agentes observam se o acordo reduz pressões inflacionárias no curto prazo.
Mercado e inflação
O Boletim Focus do BC mostrou revisão recente nos juros e na inflação. A projeção de inflação para 2026 subiu de 4,92% para 5,04%. A meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5% a 4,5%.
Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 caiu para 13,95% ante 14,14% na sessão anterior. Entre os atrelados à inflação, o IPCA+ 2032 passou a render IPCA+ 7,90%, frente 7,94% antes.
Clima e efeitos no bolso
Além do conflito, entra na equação o El Niño, aponta previsão de intensidade elevada para este ano. O fenômeno tende a reduzir safras e elevar preços no curto prazo, com impactos esperados ao consumidor.
O Climatempo aponta possível El Niño de forte a muito forte, o que amplia incertezas sobre a oferta agrícola e preços no varejo, especialmente no Norte e Nordeste do Brasil, e aquece o cenário de inflação.
Considerações do Copom
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou a importância dos dois contextos para as projeções de curto prazo. Segundo ele, o conflito no Golfo e o El Niño atuam como variáveis de risco para a política monetária.
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