O Banco Central Europeu deve elevar as taxas de juros em junho, mesmo que haja acordo entre EUA e Irã. A economia europeia sofre com choques de energia que pressionam a inflação, afirmou a integrante do conselho Isabel Schnabel.
Segundo Schnabel, o aumento é necessário diante da persistência do choque inflacionário e da deterioração da infraestrutura energética. Mesmo com avanços nas negociações com o Irã, os danos já causados exigem resposta monetária.
A inflação alcançou 3% no mês anterior, com riscos de novos aumentos. Autoridades temem que custos de energia elevem preços indiretos de bens e serviços, alimentando uma espiral inflacionária difícil de reverter.
Os mercados já precificaram totalmente dois aumentos da taxa de depósito de 2%, com cerca de 50% de chance de um terceiro aumento no próximo ano. Economistas, porém, costumam considerar apenas dois aumentos.
A zona do euro permanece fraca, o que reduz o espaço para aperto adicional. A Comissão Europeia prevê expansão de 0,9% em 2026, mas admite que o cenário pode ser mais fraco diante da energia cara.
Schnabel destacou que, após junho, o BCE não deve se comprometer com novas medidas sem dados. A projeção de referência já indicava dois aumentos, sinalizando que um único movimento pode não ser suficiente.
Mercados analisam impactos: a alta de juros é vista como resposta à persistência do choque, com inflação mais alta e confiança do consumidor em queda. A volatilidade recente dos rendimentos também está sendo monitorada.
Sobre o futuro, Schnabel afirmou estar preparada para comandar o BCE, caso seja convidada para a presidência, com mandato até o fim de 2027.
Contexto econômico
- O BCE discutiu alta de juros no mês passado, devido à inflação além da meta de 2%.
- O ambiente externo, como o conflito no Oriente Médio e seus impactos, influencia a calibragem da política.
Perspectivas de mercado
- Mercados já precificam dois aumentos, com expectativa de terceiro no próximo ano.
- Economistas variam as projeções, com cenários que incluem cortes em 2027, dependendo de dados.
Sobre Schnabel
- Ela comanda as operações de mercado do BCE e sugere que a política deve ser reavaliada a cada reunião com base em dados.
- O mandato dela termina em 2027, e a possibilidade de presidência é mencionada pela própria instituição.
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