A fintech brasileira Cora, apoiada por fundos dos EUA, ampliará seus serviços com uma nova vertical de adquirência. A ideia é competir em um mercado já consolidado, buscando tarifas mais competitivas para micro e pequenos empresários.
A empresa, que já atua com contas para pessoa jurídica, testa soluções de maquininhas de cartão e a tecnologia Tap to Phone, que transforma celulares em terminais de pagamento. O movimento visa ampliar a base de clientes na prática.
A estratégia é liderada pelo CEO Igor Senra, que destacou à Bloomberg Línea a expectativa de que o novo produto supere a atuação atual da Cora em dois a três anos, com foco em reduzir custos para clientes.
A startup já opera com uma estrutura enxuta, prometendo custos de serviço próximos a R$ 14,00 por atendimento, bem abaixo do praticado pelas grandes instituições, o que ajudaria a tarifar melhor as transações.
A Cora recebe apoio de investidores internacionais, entre eles Greenoaks, Tiger Global e Ribbit Capital, que injetaram recursos em rodadas anteriores, incluindo US$ 116 milhões em 2021. O financiamento impulsionou a expansão da empresa.
Em 2019 fundada, a Cora já soma mais de 1,7 milhão de clientes e registrou volume de pagamentos de cerca de R$ 50 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com crescimento de receita próximo a 50% ante igual período de 2025.
A empresa já passou por uma verticalização em 2023, integrando infraestrutura de Pix e boletos e ampliando o uso de IA para risco, PLD, fraude e atendimento ao cliente, que hoje é majoritariamente automatizado.
A visão de longo prazo envolve ampliar a participação da unidade de crédito, com projeção de aumento do ARPU e de produtos como capital de giro e antecipação de recebíveis, mantendo o objetivo de crescer sem recorrer a novas captações de imediato.
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