A CSD BR assinou um memorando de entendimento com a MEMX para usar a tecnologia de matching engine da provedora americana. A iniciativa visa contribuir para a construção de uma nova Bolsa de Valores no Brasil. Investidores incluem BTG, Santander, CBOE, Citi, UBS e Morgan Stanley.
Segundo o CFO Daniel Miranda, o acordo está em fase de definição de detalhes e é visto como um passo fundamental para avançar o projeto de uma segunda bolsa local. Existem duas vias em estudo: transação comercial ou uma parceria de equity.
A MEMX é reconhecida globalmente por oferecer uma plataforma estável e rápida, com operações que atingem microsegundos. A CSD avalia vantagens de adoção imediata frente ao desenvolvimento interno da tecnologia.
O movimento ocorre após a CSD obter, em 2024, licenças do Banco Central para atuar como depositária e para uma câmara de liquidação. A próxima etapa regulatória é a autorização de contraparte central, ainda em avaliação para 2027.
A empresa já havia recebido aportes significativos nos últimos anos. Citi, UBS e Morgan Stanley investiram cerca de R$ 100 milhões; outras fases envolveram fundos de famílias e de Santander, BTG e CBOE.
Além disso, a CSD já levantou R$ 50 milhões com grupos de controladores de empresas como Suzano e Gerdau, e mais R$ 200 milhões com Santander, BTG e a CBOE.
Próximos passos
A expectativa é definir modelo de parceria e formalizar o acordo com a MEMX. A CCP continua sendo a licença pendente para operar a Bolsa, com o processo em andamento para conclusão em 2027.
O caminho escolhido pela CSD depende de avaliações técnicas, regulatórias e de viabilidade econômica. Autoridades e investidores acompanham os desdobramentos com foco na implantação da nova infraestrutura de negociação.
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