Karthigan Vijey usa um modelo de negócios baseado em software como serviço (SaaS) operando sozinho, sem funcionários ou reuniões com clientes. Duas de suas startups já valiam mais de US$ 500 mil cada e, em 2026, ele lançou a Axelle AI, terceira operação do seu portfólio.
No relato do empreendedor, não houve captação de dívidas nem contratações. A gestão é enxuta, custo fixo próximo de zero e receita recorrente mensal como eixo principal. O histórico inclui uma primeira empresa avaliada em € 900 mil em 2020 e uma segunda, de € 560 mil, dois anos depois.
O conceito sustenta-se na lógica de lucro através de assinaturas. Vijey afirma que o erro comum é tentar criar um ecossistema completo antes de validar o valor percebido pelo assinante inicial. A abordagem prioriza entrega de valor imediato e relação direta com o cliente.
A matemática do modelo
A viabilidade financeira depende de CAC próximo de zero e de um alto LTV. Segundo parâmetros usados por investidores, o LTV precisa ser pelo menos três vezes o CAC. No caso de Vijey, as campanhas de tráfego são mínimas e não há folha de pagamento, elevando a margem líquida.
A conversão é otimizada por landing pages com botão de compra direto, sem agendamento de reuniões. Também há períodos de teste com cartão de crédito no cadastro, o que reduz atritos na aquisição. Dados de fontes do setor apontam que esse formato de teste converte cerca de 30% mais que modelos com menos fricção financeira.
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