A infraestrutura invisível que sustenta o crédito oferecido por empresas não financeiras ganhou relevância ao alcançar 27,4 milhões de CPFs únicos, conforme dados da QI Tech. O número representa mais de 25% da população economicamente ativa do Brasil. O crescimento acompanha a atuação de companhias fora do setor bancário na oferta de crédito.
As operações são viabilizadas por uma camada tecnológica e regulatória que permite que empresas não bancárias operem serviços financeiros com escala e conformidade. A QI Tech integra onboarding, antifraude, análise de crédito, emissão de CCB, Pix, cessão de direitos e administração de FIDCs, em ambiente regulado pelo Banco Central e pela CVM.
Infraestrutura por trás do crédito
A startup atende mais de 700 clientes, desde varejo até telecom, plataformas digitais e gestoras de fundos. Em 2025, mais de R$ 57 bilhões em operações de crédito foram originados por parceiros que usam sua infraestrutura. O ecossistema já registra casos de uso em grandes players do mercado.
O Vivo Pay Crediário, da Vivo, exemplifica o modelo: crédito em até 21 vezes direto nas lojas, com opção de pagamento via carteira ou cartão. A operação é viabilizada pela plataforma da QI Tech, que cuida da originação, cessão e administração de fundos garantidores de crédito (FIDCs).
A Vivo informou que o Vivo Pay gerou R$ 426 milhões em receita de serviços financeiros e já concedeu mais de R$ 1,2 bilhão em crédito desde 2020. Em paralelo, o Wellhub lançou um FIDC de R$ 100 milhões para financiar a rede de academias parceiras, com a administração centralizada pela infraestrutura da QI Tech.
Expansão e participação no mercado
A QI Tech lidera o ranking da ANBIMA em administração de FIDCs, com R$ 175 bilhões de patrimônio líquido. A participação da empresa no ecossistema de crédito e de capitais aponta para uma transformação estrutural no setor financeiro brasileiro. O benefício direto é a amplição do acesso ao crédito em diferentes segmentos da economia.
A cada passo, a infraestrutura oferece regulação, governança e gestão de risco para operações que, antes, dependiam de modelos bancários tradicionais. Em 2025, a maioria das origens de crédito no país passou a estar vinculada a plataformas que utilizam esse modelo de operação.
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