A SpaceX mostrou um ano de desafios financeiros em 2025, com receitas de US$ 18,7 bilhões ante custos de US$ 21,3 bilhões. O grupo ainda investiu US$ 21,7 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, mantendo um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. A estrutura de negócios inclui transporte aeroespacial, internet por satélite e IA.
O maior vilão do balanço ficou com o braço de IA, que registrou prejuízo de US$ 6,5 bilhões no ano. A área envolveu iniciativas como o chatbot Grok e a rede social X, além da aquisição da xAI para ampliar escala de processamento e armazenamento de dados.
Resultado por segmento
Já o segmento de satélites, financiado pela Starlink, foi o único a registrar lucro: US$ 4,4 bilhões em 2025, com 10,3 milhões de clientes globalmente. O Brasil figura como o segundo maior mercado da Starlink, com pouco mais de 1 milhão de usuários.
No setor espacial, o prejuízo foi de US$ 657 milhões em 2025, explica a SpaceX. O foco é reduzir custos de lançamento e ampliar a capacidade de carga, mantendo planos de maior frequência de lançamentos e maior eficiência.
Planos ambiciosos de orbital
A empresa mantém o objetivo de criar parques de data centers na órbita da Terra, potencializados por até 1 milhão de satélites a médio e longo prazo. O protocolo para análise do projeto foi protocolado em janeiro junto à FCC, órgão regulador dos EUA.
A infraestrutura orbital seria alimentada por energia solar e refrigerada pela temperatura do espaço. A SpaceX prevê usar links ópticos entre satélites para processamento e transmissão de dados, integrando com a rede Starlink existente.
Visão estratégica
A SpaceX afirma que a redução do custo de acesso ao espaço pode ampliar missões para enfrentar desafios terrestres, como ampliar o acesso à Internet para bilhões de pessoas e avançar em IA. A empresa enfatiza o uso de foguetes reutilizáveis e satélites em escala para viabilizar a visão.
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