As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta terça-feira (26), revertendo parte do alívio observado no dia anterior. A pressão veio após aumento de tensões entre EUA e Irã, com acusações de violação de cessar-fogo e ataques no sul do país.
O governo iraniano afirmou que Washington violou o acordo ao atuar contra embarcações que seriam responsáveis por instalar minas. Em resposta, os EUA classificaram as ações como defensivas, elevando a percepção de risco geopolítico entre investidores.
O que aconteceu e quem está envolvido
Investidores reajustaram apostas em um acordo rápido de paz e passaram a precificar maior incerteza. No fronto da curva, as taxas dos títulos prefixados subiram, com o 2029, 2032 e 2037 em alta. Papéis atrelados à inflação também mostraram avanços.
Entre os vencimentos longos, o movimento foi mais intenso: IPCA+ 2040, 2045 e 2060 registraram altas. No trecho intermediário, IPCA+ 2032 e 2037 também avançaram, refletindo maior prêmio por risco.
Quando, onde e por quê
No Brasil, o pregão desta manhã acompanha a queda dos Treasuries no exterior após feriado nos EUA, o que ajuda a conter ainda mais a pressão sobre os juros locais. O Ibovespa futuro recuou à medida que o cenário global se torna mais volátil.
O Tesouro Nacional realiza hoje leilão de NTN-B e LFT, o que deve mostrar novas referências de preços para títulos indexados à inflação ao longo do dia. A sessão internacional segue com atenção aos desdobramentos do conflito regional.
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