O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Brasil subiu em maio, após queda no mês anterior. A leitura chegou a 97,1 pontos, avanço de 1,1 ponto ante abril, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O dado representa o maior nível em um ano.
O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 98,7 pontos, também o maior desde maio de 2025, aponta a FGV/Ibre. A melhora no presente é associada a maior demanda e à normalização de estoques após os impactos iniciais dos conflitos no Oriente Médio.
O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,1 ponto, para 95,6 pontos. A leitura indica cautela entre empresários quanto aos próximos meses, com incerteza relacionada a impactos na produção e no ambiente de negócios, especialmente em bens de consumo não duráveis.
Segundo o economista Stéfano Pacini, a percepção positiva sobre o presente contrasta com incertezas futuras. Ele cita o preço do petróleo e possíveis desarranjos na cadeia de suprimentos como fatores que mantêm o alerta aceso.
O analista ressalta que o cenário externo dificulta a flexibilização da política monetária, o que pode afetar a atividade industrial. A opinião é de que tensões geopolíticas exigem atenção aos preços e à produção.
O Banco Central tem próxima reunião em junho. A instituição comunicou recente redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50%, mantendo cautela para próximos passos.
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