A Galapagos Capital planeja emitir de 10 a 12 Letras de Risco de Seguro (LRS) até o fim deste ano. A meta vem após a liderança de três operações desde dezembro de 2025, utilizadas como alternativa ao resseguro tradicional. O instrumento é inspirado nas Insurance-linked securities (ILS).
As LRS são emitidas por Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE) que dependem de aprovação da Susep. Além da Galapagos, o IRB (Re) já atua com a SSPE Andrina, que realizou a primeira emissão do mercado há um ano. A Ariel funciona de forma independente como terceira SSPE.
Em dezembro, a Galapagos iniciou com uma emissão de R$ 100 milhões baseada em risco de seguro garantia. Em abril, houve outra operação de R$ 13,5 milhões ligada a um negócio de fusão e aquisição no agronegócio. A emissão mais recente levantou R$ 126 milhões para cobrir seguros de crédito de uma grande varejista, com apoio da Avla Seguros, Tivio Capital e a fintech Marvin.
Os próximos lançamentos devem ampliar o leque para além de crédito e garantia judicial. O sócio de seguros da Galapagos, Roberto Takatsu, citou áreas em estudo como agronegócio, planos de saúde e seguros de vida, entre outras. O setor de desastres naturais também é considerado para o futuro, segundo ele.
Ariel SSPE planeja a emissão inaugural até o fim de julho e prevê mais operações até o fim do ano. O sócio controlador, Rodrigo Botti, aponta potencial para as LRS moverem entre R$ 30 bilhões e R$ 100 bilhões por ano a médio prazo. Ele diz que a escolha de riscos é aberta, incluindo patrimonial, agronegócio e catástrofe.
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