Durante uma operação na comunidade de Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, a Polícia Militar encontrou uma suposta mineradora de Bitcoins ligada ao crime organizado. O local foi preservado para perícia e apuração de danos.
Segundo a PM, a empresa servia à lavagem de dinheiro de organizações criminosas e concentrava máquinas com custo estimado de 18 mil reais cada. A operação ocorreu nesta quarta-feira, 27, realizada pelo 16º Batalhão da PM.
A polícia informou que o grupo consumia cerca de 8.640 kWh por mês. Com tarifas variadas, o custo mensal ficaria entre 7,7 mil reais e 9,5 mil reais apenas para manter o equipamento ativo.
Mais de 10 mil reais em energia teriam sido furtados mensalmente, segundo os investigadores. O local também apresentava um investimento acima de 100 mil reais em equipamentos e serviços.
As autoridades destacam que a mineração de criptomoedas é legal por si só, mas pode se tornar ilegal quando usada para atividades criminosas, como lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. A operação segue em andamento para levantamento de dados.
A PM não informou se houve prisões até o momento. A Secretaria de Segurança Pública foi contatada pela imprensa para confirmar detalhes adicionais da ação. A matéria não encerra, com apuração em curso.
O que é mineração de criptomoedas?
A mineração valida transações e contribui para o funcionamento do blockchain, registrando blocos de dados de transações. O processo envolve resolver problemas matemáticos para gerar novas moedas digitais e atualizar o histórico da rede.
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