O The SmAll Market, uma startup brasileira de minimercados autônomos, iniciou operações nos Estados Unidos em março. O modelo funciona dentro de condomínios residenciais, com compras feitas por tecnologia proprietária e sem funcionários no ponto de venda.
Fundadores: Lucas Ceschin e Rodolpho Damasco, ambos com 36 anos. A empresa captou mais de US$ 2 milhões (acima de R$ 10 milhões) em pré-seed, com participação de investidores-anjo. O aporte foi liderado por executivos com relação de longo prazo aos fundadores.
A primeira unidade fica em Miami, na Flórida, dentro de um condomínio com mais de 150 moradores. O portfólio combina itens básicos com produtos escolhidos pelo perfil da comunidade, tudo orchestrado por IA para precificação e reposição em tempo real.
O modelo usa hardware padrão de varejo — tablet, câmera e leitor de código de barras — e software desenvolvido pela própria equipe. A curadoria de produtos é ajustada pela IA com base no comportamento de compra dos clientes.
Os fundos não cobrem aluguel: o condomínio cede o espaço em troca do serviço oferecido aos moradores. A estratégia de negócios aposta na redução de custos com funcionários e na conveniência do autoatendimento.
Expansão e operação nos EUA
A meta é abrir mais 9 unidades ainda em 2026, mantendo operação própria. A próxima inauguração está prevista para o início de junho, no Downtown de Miami, com estudo de região de Doral para o terceiro minimercado.
Os fundadores afirmam que a ideia atende a um hiato no varejo residencial dos EUA, ao preencher a lacuna entre compras emergenciais e entregas. O breakeven já foi alcançado na primeira unidade no mês de operação.
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