O Gaeco do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Carbono Oculto. Intitulada Fluxo Oculto, a ação mira a atuação do PCC no setor de combustíveis, com foco em lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. Ao todo, são 55 mandados de busca e apreensão em quatro estados.
Os alvos são empresários, operadores logísticos e pessoas usadas como laranjas no esquema. Mesmo após a operação anterior de 2025, o grupo continuou atuando de forma organizada, segundo as autoridades, mantendo estruturas para facilitar as movimentações financeiras ilícitas.
A nova fase investiga como o PCC se infiltrou no sistema de abastecimento, com concentração de operações de dezenas de postos sob uma única conta. Criminosos migraram recursos entre fintechs diversas nos últimos meses, substituindo empresas já expostas.
Um dos focos do trabalho é um braço que importava solvente nafta para adulterar combustíveis. A partir dessa prática, haveria a sonegação de impostos, com o lucro reinvestido em fintechs sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
A atualização das informações indica que a operação envolve a infiltração no mercado de combustíveis e o uso de novas empresas para desviar recursos. As investigações seguem para mapear o fluxo financeiro e as responsabilidades dos envolvidos.
Novos desdobramentos e alvos
As investigações também buscam compreender a rede de logística e as conexões entre empresários, operadores e laranjas. A ação visa esclarecer como os recursos eram movidos entre postos, empresas e plataformas financeiras para encobrir as irregularidades.
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