O mercado de carros elétricos no Brasil está acelerando além da simples venda de veículos. Carregadores rápidos evoluíram de cerca de 10% para mais de 20% da infraestrutura pública, somando mais de 6 mil pontos no país. A adoção é impulsionada por modelos como o BYD Dolphin Mini.
A visão de Alexandre Faustino, CEO da AR70, marca essa mudança. A empresa opera a marca Teison no Brasil, Argentina, Paraguai e Colônia. Para ele, o carregador deixou de ser equipamento industrial para virar gerador de receita recorrente.
Redes como Madero e Dia já integram hubs de recarga em suas unidades, buscando maior permanência de clientes. O formato funciona como âncora digital, com motoristas que consumem durante 20 a 40 minutos de recarga.
Infraestrutura de energia
Em regiões com redes limitadas, empresas têm adotado sistemas híbridos com baterias. Em Argentina, por exemplo, a estratégia permite instalar hubs ultrarrápidos onde a concessionária não entrega potência suficiente, armazenando energia para descarregar aos veículos.
Essa tecnologia sinaliza a próxima etapa da eletrificação na América Latina, com planos de ampliar recargas rápidas sem depender exclusivamente da rede local. O Brasil aparece como palco de replicação desse modelo.
O público consumidor ainda recebe educação básica sobre apps de localização e tipos de recarga. Com a expansão da infraestrutura, a curva de conhecimento tende a reduzir significativamente.
Impactos de curto prazo
Motoristas de aplicativo ajudam a difundir a prática, ao combinar economia operacional e experiência do usuário. Em termos de custo, veículos elétricos podem oferecer consumo por quilômetro entre R$ 0,20 e R$ 0,40, com menor manutenção.
Investidores começam a atuar na infraestrutura privada, por meio de cotas de recarga e parcerias com varejistas. A tendência amplia o ecossistema: energia, mobilidade, varejo e tecnologia se conectam para monetização de espaços urbanos.
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