O empregado do Google Michele Spagnuolo foi preso nos EUA sob suspeita de usar dados internos para apostar e lucrar com a Polymarket, totalizando US$ 1,2 milhão. Ele foi afastado pela empresa durante as investigações.
Segundo a acusação, o engenheiro de segurança da informação acessava materiais de marketing confidenciais da Google e os utilizava para fazer previsões no mercado de previsões com criptomoedas. Ele teria começado a prática após ingressar na Polymarket em 2024.
As apurações apontam que Spagnuolo realizou diversas apostas ligadas ao Google, com ganhos significativos. O valor total de apostas entre outubro e dezembro de 2025 foi de cerca de US$ 2,7 milhões, todas relacionadas à organização onde trabalha.
Investigação e resposta das partes
A Justiça dos EUA afirma que Spagnuolo conhecia o resultado das apostas antes do público, por possuir acesso a dados internos. Após os ganhos, o acusado teria tentado encobrir o uso indevido de informações.
O Google informou colaboração com as autoridades e confirmou o afastamento do funcionário. A Polymarket disse que suas operações em blockchain são transparentes e que cooperou com a apuração do caso.
Spagnuolo nega as acusações e foi liberado após pagamento de fiança de US$ 2,5 milhões. O processo envolve crimes de fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro.
O caso repercute no setor de plataformas de previsão, que passaram a enfrentar maior escrutínio regulatório e penalidades para uso de informações privilegiadas.
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