A Pax, startup brasileira de inteligência artificial voltada à segurança pública, captou US$ 40 milhões em uma rodada seed liderada pelas gestoras Benchmark e Greenoaks. O montante representa a maior rodada seed já realizada por uma startup no Brasil. O aporte ocorre em meio a preocupações com segurança pública e violência, tema recorrente às vésperas de eleições.
A plataforma da Pax cruza dados de câmeras de vigilância, mandados de prisão, boletins de ocorrência e outras bases públicas para ampliar a visualização de casos. A proposta é conectar informações dispersas que, isoladas, costumam ter poucos detalhes úteis para captura ou resolução de crimes.
Cerca de 30 cidades no Paraná e em Goiás já adotam a solução há quase um ano. Em Luziânia, no estado goiano, houve redução de 27% nos crimes entre julho e dezembro do ano passado, e a taxa de casos resolvidos subiu de 18% para 34%.
O que envolve o investimento
A participação das gestoras americanas busca ampliar a atuação da Pax para outros países com altos índices de violência. A Greenoaks administra cerca de US$ 18 bilhões em ativos, enquanto a Benchmark tem atuação significativa em empresas de tecnologia desde o early stage.
Os fundos destacam o potencial de usar IA para apoiar políticas públicas de segurança, com foco em dados públicos agregados.
Perspectivas e contexto nacional
A escalabilidade da Pax depende da integração com diferentes secretarias de segurança e regulamentações locais. A startup afirma que o setor público se beneficia de ferramentas que aceleram a identificação de padrões a partir de dados multidisciplinares.
Dados nacionais indicam desafios de segurança, com cerca de 40 mil homicídios anuais e baixos índices de esclarecimento em várias regiões. A média global de resolução é superior a 60%.
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