Em quatro anos, os alojamentos de curta e média estância somaram mais de 4 bilhões de euros em investimentos, segundo Savills. O levantamento foi divulgado durante o Vitur Summit 2026, em Málaga, e cobre até o início de 2026.
A pesquisa distingue curta estância, ligada ao turismo, de média estância, como o flex-living voltado a profissionais deslocados, estudantes e soluções temporárias. A média estância atraiu cerca de 3,41 bilhões de euros em transações.
Atores e regiões variam: Madrid, Barcelona e Andaluzia lideram em volume, com Madrid dominando o mercado de média e longa estança. A região representa cerca de 83% do valor transacionado, segundo Savills.
Madrid domina o flex-living
A capital concentra a maior parte dos investimentos no flex-living, atraindo estudantes, trabalhadores deslocados e jovens que não conseguem comprar imóveis. Barcelona enfrenta restrições urbanísticas que dificultam novos projetos.
Mercados como Málaga e Sevilla ganham fôlego, impulsionados pela demografia e pela demanda residencial. O flex-living envolve contratos de até 12 meses, com aluguel ligado a normas de hospedagem.
Entre os players, alianças de grande impacto incluem Grupo Lar com JP Morgan, mirando cerca de 5 mil camas em 10 projetos, com investimento inicial de cerca de 600 milhões de euros. Espanha figura entre destinos europeus com forte liquidez.
Outras empresas já ingressaram no setor, como GMP, fundo soberano GIC e Argis, ampliando presença em Madrid. A Be Casa, plataforma de Greystar, lidera atualmente o parque com 3.392 camas operativas e 1.600 em projeto.
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