Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Receita deflagra fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro em cinco estados

Operação Fluxo Oculto mira fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro em cinco estados; 59 mandados e investigação de seis fintechs

Policiais federal fazem busca e apreensão pela Operação Carbono Oculto, no Piauí, em novembro de 2025
0:00
Carregando...
0:00

A Receita Federal deflagrou nesta quinta-feira a operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono, para desarticular fraude em combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor. Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão.

A ação envolve pessoas físicas e jurídicas em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os municípios paulistas com mandados incluem capital, Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim.

Paraná tem ações em Cascavel e Paranavaí; Mato Grosso do Sul, em Iguatemi, e Minas Gerais, em Belo Horizonte; Rio de Janeiro, na capital. As buscas visam coletar provas, identificar participantes e esclarecer irregularidades.

A operação foca seis fintechs envolvidas com o esquema, além da adulteração de combustível com solvente nafta. As investigações apontam uso de plataformas financeiras para dissimular recursos ilícitos.

Participam da ação o Ministério Público de São Paulo (Gaeco), a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, a ANP, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as polícias militar e civil. As atividades são feitas em parceria com esses órgãos.

Segundo a Receita, o esquema envolve lavagem de dinheiro associada a ações criminosas e altos lucros na cadeia de combustíveis. A prática amplia a sonegação fiscal e reduz a qualidade dos produtos para o consumidor.

Cento e trinta e cinco auditores fiscais, analistas-tributários e servidores administrativos da Receita Federal atuam na operação, apoiados por equipes técnicas das demais instituições.

A apuração aponta que as chamadas contas bolsão centralizam recursos ilícitos antes de dispersá-los, dificultando o rastreamento e a identificação dos beneficiários finais das transações.

Após a deflagração da Carbono Oculto, a investigação identificou mais seis fintechs que atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Elas realizavam compensações internas entre distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento geridos pelo grupo.

Os investigadores destacam ainda que recursos eram utilizados para pagamentos a colaboradores, além de gastos e investimentos pessoais dos operadores do esquema, ampliando o lucro obtido com as irregularidades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais