O mercado reagiu de forma cautelosa às notícias de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para prorrogar o cessar-fogo, até o momento sem assinatura do presidente Donald Trump. A expectativa é pela continuidade da trégua e pela possível reabertura do estreito de Ormuz, o que favorece a oferta de petróleo.
O petróleo Brent caiu para cerca de 92 dólares o barril, puxado pela percepção de menor risco geopolítico. Analistas apontam que a medida deve contribuir para o desaquecimento das pressões inflacionárias ligadas aos combustíveis, ainda que não haja confirmação definitiva.
No âmbito de ações, o MSCI All Country World subiu 0,3%, marcando recordes, apoiado pela euforia com a inteligência artificial. Na Ásia, o Nikkei avançou mais de 2%, enquanto Hong Kong subiu 1% e Shanghai recuou 0,3%. Futuros em Wall Street apresentaram leve queda após máximas prévias.
Perspectivas e detalhes do acordo
Operadores aguardam mais informações sobre um possível acordo de 60 dias para prorrogar o cessar-fogo, facilitar a navegação e retomar negociações sobre o programa nuclear de Teerã. Fontes disseram que Trump ainda não aprovou o texto; autoridades iranianas negaram a conclusão.
O Brent acumula queda de mais de 18% em maio. Mesmo com sinais de descompressão, especialistas ressaltam que o impacto na inflação global pode ser limitado até que o acordo seja finalizado. A cautela permanece entre investidores diante de incertezas políticas.
Na pauta econômica, rendimentos de Treasuries se mantêm estáveis, com juros de 10 anos em 4,45%. Dados recentes mostraram consumo, renda e PIB abaixo do esperado, com inflação ainda elevada. No câmbio, o euro opera a aproximadamente 1,1655 dólares.
Entre na conversa da comunidade