O CEO da Box, Aaron Levie, criticou o que chamou de psicose da IA entre executivos de tecnologia. Ele disse que demissões em massa têm sido baseadas em expectativas excessivas sobre a inteligência artificial. A declaração foi publicada no X, durante a alta do setor impulsionada pela IA generativa.
Levie argumenta que líderes estão distantes da prática operacional e veem apenas o potencial da tecnologia, sem considerar erros, alucinações e limitações do dia a dia de quem usa IA. Segundo ele, isso gera cortes motivados por promessas não comprovadas.
A fala integra um debate sobre o real ganho de produtividade com IA. Um estudo da Rev mostrou mais alucinações e mais tempo para tarefas quando se usa IA de forma intensiva, sugerindo resultados nem sempre proporcionais ao investimento.
Empresas continuam a enfrentar custos crescentes com IA. Relatos de gigantes apontam substituição de contratos, consumo elevado de licenças e orçamentos estourados em ferramentas de IA, mesmo sem retorno claro. A situação alimenta críticas a cortes motivados por orçamento.
Apesar das previsões, adoção de IA não converte automaticamente em redução de empregos. O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que o impacto em vagas de nível básico ficou abaixo do esperado, ainda que as demissões continuem em alta.
Mudanças recentes mostram o cenário híbrido de mercado. Wix anunciou corte de cerca de 20% da equipe, citando ganhos de eficiência com IA. A Meta também reduziu quadro de funcionários, após apontar a IA como foco estratégico.
Dados de uma consultoria apontam tendência de alta no volume de demissões associadas à IA neste ano. Foram cerca de 49 mil desligamentos, próximos aos números de todo o ano passado, reforçando o ritmo de cortes no setor.
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