Investidores retiraram cerca de US$ 2,8 bilhões de fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista nos EUA em nove sessões consecutivas, entre 15 e 28 de maio. O movimento representa a mais longa sequência de saídas desde o lançamento dos ETFs, em janeiro de 2024, que marcaram uma estreia de forte adesão institucional e de varejo.
Os fluxos de saída evidenciam um arrefecimento da demanda pela maior criptomoeda, mesmo diante da recuperação de ativos de risco no varejo e em mercados globais. O bitcoin, por sua vez, apresentava queda substancial diante de renovações do cenário macro e de volatilidade setorial.
A cotação da criptomoeda ficou em torno de US$ 73.650 às 7h52 (horário de Londres) de sexta-feira, 29 de maio, representando uma queda superior a 40% frente ao recorde de outubro do ano passado. O recuo ocorre em meio a pressões de demanda e a um ambiente de maior escrutínio regulatório.
Contexto de mercado
Enquanto os ETFs de bitcoin enfrentam retirada de recursos, índices de ações globais exibiam desempenho mais firme. O Nasdaq e o S&P 500 atingiram novos patamares nos EUA na quinta-feira, em contraste com a fraqueza observada no segmento de ativos digitais.
Analistas ressaltam que, na prática, o bitcoin tem ficado cada vez mais isolado do apetite de risco mais amplo. Movimentos de política externa e relatos de políticas regulatórias não conseguiram sustentar o suporte que existia para o ativo digital.
Perspectivas
Especialistas citados pela Bloomberg apontam que o comportamento recente dos fluxos pode refletir ajuste de portfólios frente a volatilidades do setor. Mesmo com eventuais sinais de apoio externo, a demanda institucional por ETFs de bitcoin permanece sob avaliação.
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