Margareth Menezes, ministra da Cultura, defendeu a Lei Rouanet durante um painel sobre cultura e economia criativa na Rio2C, nesta quinta-feira, 28. A fala reforçou que o mecanismo de incentivo é considerado entre os mais sofisticados do mundo e visa fortalecer a cultura como indústria estratégica para o desenvolvimento econômico do país.
A ministra destacou que o governo busca ampliar o entendimento de cultura como motor econômico local, capitalizando cidades e territórios. Ela afirmou que a remodelagem da política de incentivos faz parte desse objetivo, ressaltando impactos positivos da cultura na economia regional.
Essa pauta ocorre em meio a debates sobre o filme biográfico de Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse, que não utilizou recursos da Lei Rouanet. A produção recebeu aportes de investidores privados, com destaque para o empresário Daniel Vorcaro, fato citado na imprensa, mas não abordado pela ministra em sua palestra.
Margareth citou balanços de pesquisa encomendada pelo Ministério da Cultura à Fundação Getulio Vargas. Dados indicam que, em 2024, investimentos incentivados movimentaram 25,7 bilhões de reais; geraram 228 mil empregos e recolheram 3,8 bilhões em tributos. A leitura aponta retorno econômico e social do investimento público em cultura.
A ministra também comentou a gestão do Ministério da Cultura, afirmando que houve desestruturação prévia e que a atual administração busca eliminar gargalos históricos. Ela afirmou que o objetivo é consolidar a cultura como eixo de desenvolvimento e ampliar investimentos em audiovisual, economia criativa e formação artística.
A fala encerrou com a defesa de que o retorno da cultura ocorre em várias dimensões, incluindo humana, econômica e social. O conteúdo reforça a visão governamental de que a cultura é indutora de desenvolvimento e inclusão.
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