A Stellantis anuncioun plano estratégico para 2030 que prioriza a recuperação europeia, com foco em Espanha. O grupo pretende elevar a participação europeia das suas plantas para até 80% da produção e investir cerca de 60 bilhões de euros até 2030. A estratégia prevê reduzir a produção própria em 800 mil unidades e substituí-la por modelos de fabricantes chineses por meio de joint ventures, mantendo controle de 51%.
O projeto visa fortalecer marcas globais como Jeep, Ram, Peugeot e Fiat no curto prazo, com maior participação de estruturas regionais ao longo do tempo. A ideia é ampliar a oferta de veículos elétricos com uma plataforma nativa, a STLA One, que promete ganhos de eficiência e redução de custos.
A transferência de produção para Leapmotor em Zaragoza marca o início do experimento neste ano. Emanuele Cappellano, COO da Stellantis para a Europa, confirmou que a fábrica espanhola começará a fabricar um modelo Leapmotor, com dois outros modelos da linha D previstos para 2028. A iniciativa pode envolver a transferência de propriedade da planta de Villaverde para a LPMI, joint venture entre Stellantis e Leapmotor.
A decisão busca contornar tarifas da UE sobre carros chineses, segundo Cappellano, que afirma que veículos produzidos na Europa estarão sujeitos a regras comerciais diferentes. A Stellantis planeja ainda lançar um veículo acessível, com preço alvo de 15 mil euros, a partir de 2028 na fábrica de Pomigliano d’Arco, na região de Nápoles, sob as marcas Fiat e Citroën.
O executivo destacou que o mercado europeu perdeu cerca de 3 milhões de veículos nos últimos quatro anos, especialmente no segmento A, de menor preço. O plano também prevê lançamentos e renovações em várias marcas, incluindo Alfa Romeo, Lancia e DS, com perspectivas de até 60 lançamentos nos próximos cinco anos e 50 renovações relevantes.
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