O avanço da inteligência artificial leva a Coreia do Sul a debater a distribuição dos ganhos gerados pela nova economia. Autoridades estudam usar parte da arrecadação da indústria de semicondutores para financiar mecanismos de redistribuição e investimentos públicos.
A discussão ganhou força após Samsung e SK Hynix superarem a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, tornando-se pilares da economia nacional. Kim Yong-beom, assessor econômico da presidência, defende a ideia de um “dividendo do cidadão”.
Estimativas indicam que Samsung e SK Hynix podem gerar mais de 100 trilhões de won em impostos corporativos por ano, supera o que se esperava para todo o conjunto de empresas do país. O governo avalia modelos inspirados em fundos soberanos para gerir parte dessa riqueza.
Panorama de propostas
A proposta envolve receitas da indústria de semicondutores para financiar mecanismos de redistribuição de renda e fundos públicos, com o objetivo de evitar concentração de ganhos em acionistas e executivos.
O governo sul-coreano sinaliza que ainda não há precedente histórico para gerenciar um ciclo de prosperidade baseado em IA e semicondutores, segundo o ministro do Trabalho.
Impactos e reflexos
Especialistas destacam que a automação pode elevar produtividade e lucros, ao mesmo tempo em que pressiona salários de parte da força de trabalho. A Coreia do Sul vê a IA como desafio de política econômica e distribuição de renda.
A discussão pode antecipar debates que ganham relevância em outros países, incluindo o Brasil, conforme a economia da IA se expande e exige respostas públicas mais coordenadas.
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