O estudo aponta que o conjunto de medidas de estímulo ao crédito adotado pelo governo Lula pode elevar o estoque de crédito da economia em até 230 bilhões de reais. A avaliação é feita pelo economista-chefe da FIEMG, João Paulo Pio, e envolve ações anunciadas entre 2025 e 2026. O objetivo é aquecer a demanda no curto prazo, com impactos potenciais na inflação.
A análise aponta que o efeito pode aparecer em 12 a 18 meses, com aumento da inflação núcleo em até 0,5 ponto percentual e possivelmente maior pressão sobre o Banco Central para manter o ciclo de cortes de juros. As medidas incluem crédito consignado, crédito imobiliário, e linhas voltadas a setores como transporte, indústria e agricultura.
Detalhes das medidas
- Crédito do Trabalhador (consignado privado): 70 a 100 bilhões de reais
- Novo Crédito Imobiliário: 22,9 bilhões de reais
- Reforma Casa Brasil: 12,9 bilhões de reais
- Minha Casa, Minha Vida Faixa 4: 7,7 bilhões de reais
- Move Brasil: Táxi e motoristas de aplicativo: 30 bilhões de reais
- Move Brasil: Caminhões e ônibus: 21 bilhões de reais
- Move Brasil: Máquinas e implementos agrícolas: 10 bilhões de reais
- Brasil Soberano 2.0: 15 bilhões de reais
- Crédito Indústria 4.0: 10 bilhões de reais
As ações são apresentadas como resposta a uma situação fiscal ainda desafiadora. O governo projeta um superávit primário de 0,25% do PIB para este ano. A leitura dos especialistas é de que novos pacotes de estímulo podem ampliar pressões sobre o equilíbrio fiscal, independentemente do resultado eleitoral.
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