Michele Spagnuolo, engenheiro de software do Google, foi acusado por promotores federais de fraude de commodities, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A acusação afirma que ele usou dados confidenciais para apostar em contratos da Polymarket entre 15 de outubro e 4 de dezembro do ano passado, obtendo cerca de 1,2 milhão de dólares em ganhos de um total de 2,75 milhões de dólares apostados.
Segundo a denúncia, Spagnuolo utilizou acesso a informações não públicas para fazer previsões no mercado de previsão da Polymarket. A ação envolve o uso de dados sensíveis obtidos por meio de uma ferramenta interna do Google que exibia um banner alegadamente de confidencialidade.
O Departamento de Justiça dos EUA apresentou a denúncia criminal nesta semana, acusando o engenheiro de violar leis de fraudes de commodities. Paralelamente, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) protocolou uma ação civil buscando restituição, devolução de lucros, penalidades civis e medidas de proibição de negociação. As autoridades também pedirão uma liminar permanente.
O caso já é o segundo esforço federal relacionado a suspeita de negociação com uso de informações privilegiadas em mercados de previsão. Em janeiro, um soldado dos EUA se declarou inocente em uma acusação similar envolvendo a Polymarket e informações classificadas. A polícia financeira ressaltou que a negociação em blockchain é rastreável, mas que atos ilícitos deixam evidências.
A Polymarket afirmou que a negociação ocorreu com dados confidenciais, e que o acesso a material de marketing foi feito por meio de uma ferramenta disponível a todos os funcionários do Google. A empresa disse que o uso de informações confidenciais para apostas representa violação grave das políticas internas e que investigará o caso. Spagnuolo foi colocado em licença pela empresa, que avalia medidas cabíveis.
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