A inflação dos alimentos voltou a pressionar o bolso dos trabalhadores em abril, afetando a percepção de segurança financeira mesmo com a expansão recente de benefícios corporativos. A leitura vem de uma pesquisa da Pluxee que mapeou a oferta de benefícios nas empresas brasileiras e como o reajuste dos preços de alimentação impacta a sensação de bem-estar.
Segundo o levantamento, as companhias passaram a oferecer mais benefícios nos últimos anos. Em média, os trabalhadores formais recebem 4,65 benefícios, ante 4,28, em 2025. Ainda assim, o avanço dos preços dos alimentos reduz a percepção prática desses ganhos, já que os custos com alimentação sobem de forma acentuada.
A pesquisa aponta que 62% dos trabalhadores utilizam parte do próprio salário para complementar as despesas com alimentação, mesmo com vale-alimentação. Dados do IBGE mostram que o grupo de alimentação e bebidas subiu 1,34% em abril, sendo os itens cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes os maiores aumentos, refletindo o custo básico da alimentação mensal.
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