A CVM revogou a regra que tornaria obrigatória, a partir de 2027, a divulgação de relatórios de clima e sustentabilidade por empresas de capital aberto. A divulgação volta a ser voluntária.
A mudança, publicada na sexta-feira (29), atende à pressão de representantes do setor empresarial que alegaram custos elevados para adaptação. A Abrasca defendeu o adiamento ou a revogação, citando aumento significativo de gastos com auditoria.
A norma de 2023 exigia informações sobre riscos climáticos, emissões de gases de efeito estufa e impactos ambientais relevantes aos negócios. Especialistas viam a medida como avanço no combate ao greenwashing, prática de distorção de compromissos ambientais.
Mantém padrões, opção de reporte
A CVM informou que as alterações preservam a adoção dos padrões internacionais do ISSB para quem optar pelo reporte, mas devolvem às empresas a decisão sobre custo-benefício.
Críticas vieram de integrantes do governo. Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, afirmou ao Valor que a decisão pode comprometer a credibilidade da autarquia e gerar impactos negativos sobre investimentos ligados à agenda de sustentabilidade.
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