O debate sobre a elevação da mistura de biodiesel segue em pauta após a aprovação legislativa que abriu caminho para o B16. Hoje o País utiliza B15, com a meta de chegar ao B16 mediante comprovação técnica de viabilidade. A discussão envolve governo e parlamento.
A Frente Parlamentar do Biodiesel tem atuado para ampliar a base de argumentos, sustentando que a decisão não é apenas ambiental ou energética. A pauta envolve impactos sobre a cadeia da soja, empregos, renda e inflação de alimentos.
Segundo a FPBio, o biodiesel seria o principal indutor da cadeia de proteínas, com estimativa de 25,04% de influência, superior à variação cambial de 20,85%. A elevação buscaria estimular esmagamento da soja e produção de óleo e farelo.
Pelo estudo, o B16 poderia elevar em cerca de 5,23% o esmagamento de soja, 5,25% a produção de óleo e 4,03% o consumo de farelo. No cume, o esmagamento geraria R$ 2,1 bilhões adicionais de PIB, 32 mil empregos e R$ 2,35 bilhões em renda.
Além dos efeitos setoriais, a FPBio reforça que o B16 pode contribuir para o controle da inflação. Com mais farelo disponível para ração, haveria queda de até 0,47% no preço do farelo e redução de cerca de 1,22% no valor da carne bovina, com efeito modesto no IPCA.
Contexto regulatório
De acordo com a lei que instituiu o Combustível do Futuro, a meta é elevar o biodiesel a 20% até 2030. Atualmente, a mistura está em 15%, com avanços condicionados à viabilidade técnica e a avaliações periódicas.
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