O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acusou a família Bolsonaro de agir contra o Pix após a recomendação do USTR de impor tarifas de 25% sobre importações brasileiras aos EUA. A declaração veio na sequência de uma reunião ministerial para discutir a reação ao USTR.
Durigan afirmou que, assim como na designação de organizações terroristas, a medida pode trazer custos ao sistema financeiro, afetando bancos, fintechs e o próprio Pix. Ele destacou que as investigações do governo americano já tratam do Pix no âmbito da Seção 301.
O ministro ressaltou que o Pix representa soberania financeira e que o país observa interesse de outros povos em se conectar à ferramenta, que é gratuita, intuitiva e amplamente utilizada. Segundo ele, interesses privados costumam se sentir prejudicados com a universalização do pagamento.
Anteriormente, após a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas, Durigan disse que a medida geraria custos ao sistema financeiro e poderia impor restrições ao Pix e às instituições financeiras brasileiras.
Contexto internacional
O tema ganhou relevância após a recomendação do USTR, que aponta impactos potenciais sobre tarifas e comércio bilaterais. O governo brasileiro acompanha críticas e analisa respostas que não afetem o funcionamento do sistema de pagamentos nacional.
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