Indo: as importações de óleo de palma pela Índia somaram 551 mil toneladas em maio, ante 513.403 toneladas em abril. A alta veio mesmo com o período ainda abaixo da média, já que refinarias passaram a priorizar óleo de soja à medida que a vantagem de preço do palma diminuiu.
As compras de óleo de soja subiram 38% em maio, para 497 mil toneladas, atingindo o maior patamar em cinco meses. Em contrapartida, as importações de óleo de girassol recuaram 32,3%, para 294 mil toneladas. O total de óleo comestível importado pela Índia ficou em 1,3 milhão de toneladas, 2,6% acima de abril.
As informações, fornecidas por cinco negociante, excluem remessas isentas de impostos que chegam por via terrestre do Nepal. Ainda segundo a Associação de Extratores de Solventes da Índia, a média mensal de óleo de palma no ano fiscal encerrado em outubro de 2025 é de cerca de 632 mil toneladas.
A demanda interna de palma ficou abaixo da média, puxada pela escassez de gás de cozinha que reduziu o consumo em restaurantes e cadeias de varejo, afetando grandes importadores como a Patanjali Foods Ltd. A Índia enfrenta uma crise de gás que atinge o setor industrial e eleva tarifas de botijões comerciais para proteger lares.
Mercado e perspectivas
O prêmio do óleo de soja sobre o palma caiu para cerca de US$ 40 por tonelada em maio, elevando o apelo das refinarias pela soja, segundo a trader GGN Research. Para reacender a demanda pelo palma, é necessário que o óleo seja comercializado com desconto mais acentuado em relação à soja, dizem analistas.
Entre na conversa da comunidade