Investidores brasileiros acordaram nesta terça-feira (2) com a notícia de um novo tarifaço contra o Brasil. O Escritório Comercial dos EUA apresentou proposta de taxar em 25% produtos brasileiros para compensar atos e políticas considerados incoerentes.
A decisão envolve temas como comércio digital, serviços de pagamento (incluindo o Pix), etanol e desmatamento. As medidas precisam ser aprovadas pela Casa Branca para entrar em vigor até 15 de julho, prazo legal dos EUA.
Segundo o governo brasileiro, o MDIC estima que as tarifas poderiam atingir 21% das exportações brasileiras para os EUA, com maior impacto em máquinas e equipamentos. A avaliação depende do escopo final e da implementação.
Especialistas admitem cautela: o efeito direto pode ser limitado, mas o anúncio aumenta a percepção de risco. Setores com maior exposição aos EUA, como industriais e químicos, são apontados como mais vulneráveis.
No pregão brasileiro, o Ibovespa abriu em alta, e o dólar recuou. Por volta das 15h30, o Ibovespa subia cerca de 1,2%, aos 174,2 mil pontos, e o dólar caiu para aproximadamente R$ 5,01.
A Weg, exportadora listada na B3, registrou queda de 2,8% no dia. O Citi informou que a proposta acrescenta risco incremental à empresa, que tem cerca de 25% das receitas dependentes de exportações aos EUA.
Apesar da alta volatilidade, o mercado tende a tratar o anúncio como risco potencial, não como pânico. Economistas ressaltam que o impacto dependerá de futuras rodadas de negociações e de eventuais exceções setoriais.
Perspectivas de curto prazo
O entendimento inicial é de que o efeito preço no Ibovespa deve ser limitado. O principal impacto, segundo analistas, está na incerteza diplomática e na possibilidade de retaliação comercial.
Para especialistas, o recente histórico de “vai e vem” dos EUA em tarifas ajuda a explicar a reação mais contida em 2026. O mercado espera novas informações sobre o andamento das negociações.
Entre os fatores que podem moderar o impacto, destacam-se acordos com a Europa e ajustes na balança comercial brasileira com os EUA. A visão é de que não deve haver alteração significativa no fluxo de capital estrangeiro.
Com informações do Broadcast.
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