O euro ampliou levemente sua participação global no ano passado, mas permaneceu bem abaixo do dólar. O BCE aponta que a instabilidade econômica nos EUA não impulsionou a moeda europeia, e investidores buscaram ouro e moedas menores.
Segundo o BCE, o euro ficou em torno de 20% do mercado em diversos indicadores, nível pouco acima de 2023 e bem abaixo de há duas décadas, quando o dólar rachava o avanço. A autoridade destaca a importância de reformas para ampliar o peso do euro.
A presidente Christine Lagarde ressaltou que há espaço para o euro ganhar relevância global, desde que reformas financeiras avancem e se fortaleçam resiliência econômica, governança e credibilidade geopolítica.
Títulos e dívida em euros alcançam recorde histórico
O BCE informou que a emissão de dívida internacional em euros atingiu recorde, superando US$ 1,1 trilhão no ano passado, devido a custos relativamente baixos e margens estreitas.
A emissão de títulos “Reverse Yankee” — empresas americanas em euros convertidos a dólares — subiu quase 50%, sustentando a alta.
A participação do euro nas reservas cambiais caiu para 20,2%, frente 57% do dólar, sugerindo cautela de gestores em mudanças de referência, mesmo com incerteza geopolítica.
As compras por bancos centrais e investidores privados ampliaram o ganho de ouro, influenciando o cenário de reservas. O investimento privado em ouro dobrou para 2,2 mil toneladas; bancos centrais adquiriram 850 toneladas.
Ouro avança versus moedas tradicionais
Com o ouro integrado às reservas, sua participação superou o euro e os Treasuries, ajudada pelos preços elevados. O euro registrou quedas nas negociações diárias, pressionado por operações de hedge em dólar.
Entre outras moedas, o yuan chinês ganhou espaço, alcançando participação de 9% nas métricas do BCE. Lagarde alertou que não há espaço para complacência frente a forças de fragmentação no uso de moedas globais.
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