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Renda fixa vai além do dólar; Itaú aponta oportunidade de entrada

Itaú private internacional recomenda diversificar renda fixa no exterior com cinco a trinta e oito por cento em moedas não dólar, por risco cambial

A renda fixa vai muito além do dólar. O Itaú acha que é hora de entrar na piscina
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O private international do Itaú, pela primeira vez em anos, recomenda que clientes invistam em renda fixa não denominadas em dólar. A mudança marca uma nova etapa na diversificação global do grupo.

A tese é simples: diante de dúvidas sobre a economia americana, vale explorar ativos em moedas diferentes do dólar. A sugestão é aplicar entre 5% e 38% dos recursos no exterior em títulos soberanos e corporativos com grau de investimento, em países desenvolvidos.

Marcelo Menusso, estrategista-chefe de crédito do private internacional, aponta que a abertura recente de taxas na Europa e na Ásia abre oportunidades. Ele cita que, em determinados pontos da curva, níveis vistos apenas no final dos anos 90 ganham atratividade.

Os yields de Treasuries subiram, com o título de 10 anos perto de 4,3% ao ano. Mesmo assim, são indicados como parte da carteira por reduzir o risco de desvalorização adicional do dólar, segundo o Itaú.

Para clientes com perfil conservador, a instituição sugere que 38% dos recursos de renda fixa no exterior fiquem em ativos não dolarizados, mantendo 42% em papel em dólar e 20% em caixa.

Para investidores mais agressivos, a recomendação é 5% em renda fixa ex-USD, 22% em dólar, e o restante em renda variável e ativos no exterior, como private equity, cripto e commodites.

Menos exposição à renda fixa fora do dólar é vista como perda de uma parcela relevante do mercado, segundo o estrategista. O objetivo é ampliar a base de ativos não dolarizados na carteira.

Ao todo, a renda fixa global é estimada em torno de US$ 150 trilhões, com cerca de metade nesse segmento não dolarizada, conforme o Itaú. Fonte consultada: divulgação do banco e entrevista ao Brazil Journal.

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