Miriam Leitão informou nesta terça-feira, no Bom Dia Brasil, que a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros é considerada mais grave do que o tarifaço aplicado no ano anterior. A comentarista citou a Seção 301 da legislação comercial americana, vigente desde 1974, como base para a medida.
Ela afirmou que a investigação segue os procedimentos legais previstos pelo governo americano, o que torna a decisão mais suscetível de contestação judicial. A justificativa envolve combate à pirataria, ao desmatamento e ao sistema de pagamentos instantâneos PIX.
O governo brasileiro criou uma equipe de negociação para contestar as acusações e participou de reuniões com autoridades dos EUA. Empresários brasileiros também viajaram ao país com advogados para apresentar argumentos contrários às alegações.
Parte das acusações não se sustenta, segundo a comentarista. Ela destacou que as críticas ao combate à pirataria, ao desmatamento e ao PIX não equivalem a práticas comerciais desleais, especialmente porque os índices de desmatamento vêm caindo nos últimos anos.
Em relação ao desmatamento, Leitão mencionou a tendência de queda dos índices e apontou que o governo deve anunciar em 2026 a menor taxa já registrada desde o início da série histórica, em 1988. O PIX, por sua vez, foi considerado uma inovação financeira, sem evidência de prática comercial desleal frente a cartões de crédito.
Ainda que a medida tenha sido anunciada, há espaço para negociações até o prazo final de 15 de julho, quando entra em vigor a tarifação. Segundo a comentarista, o Brasil vai manter a diplomacia aberta, embora o governo americano trate a questão como política e não apenas comercial.
Situação atual das negociações
Segundo Miriam Leitão, o governo brasileiro continua buscando entendimento com os EUA para evitar a aplicação efetiva da tarifa. A equipe de negociação e empresários permanecem ativos em diálogos, buscando alternativas e ajustes na proposta americana.
A comentarista ressaltou que a diplomacia é essencial, pois o ambiente político nos EUA, sob a gestão atual, pode influenciar a condução do assunto. Ainda assim, as conversas seguem com foco em evitar impactos maiores para a indústria brasileira.
Os setores mais afetados incluem máquinas, químicos e alimentos processados, que podem sentir aumentos de custo e alterações de competitividade caso a tarifa entre em vigor. As avaliações sobre impactos econômicos permanecem em análise pelos órgãos brasileiros.
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