Em uma manhã marcada por incertezas globais, Washington ameaça impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, adicionando pressão aos ativos domésticos. A notícia ocorre num cenário já impactado pela volatilidade entre EUA e Irã.
Segundo O Globo, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) avalia atos, políticas e práticas brasileiras como “irrazoáveis” e onerosas ao comércio americano. A autoridade sinalizou possíveis medidas até 15 de julho, data em que a investigação completa um ano.
A lista de isenções é extensa e detalhada em 73 páginas. Entre os itens fora das tarifas estão agrícolas, como café e frutas, além de aeronaves, componentes aeronáuticos, farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.
Mercado e petróleo sob pressão
Às 8h, o petróleo Brent com vencimento em agosto caía 1,33%, a US$ 93,73 por barril em Londres. O WTI para julho recuava 1,23%, a US$ 91,03 por barril em Nova York. Os futuros de ações nos EUA operavam em queda moderada, enquanto a Europa registrava leve alta.
Em Wall Street, o S&P 500 caía 0,17%, o Dow Jones 0,38% e o Nasdaq 0,18%. Na Europa, o Stoxx 600 avançava 0,69%, refletindo movimento misto de mercado diante das eventuais tarifas e do cenário no Oriente Médio.
Perspectivas e indicadores
O dia traz ainda o relatório Jolts, com vagas de trabalho nos EUA em abril. Investidores acompanham sinais de como a alta de energia pode influenciar a inflação e a trajetória dos juros americanos. Ouvir fontes oficiais pode esclarecer o impacto sobre o câmbio e exportações brasileiras.
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