Para o Brasil, sobreviver ao caos tarifário imposto pelos EUA depende de diversificar mercados. Mesmo diante de tarifas, as exportações brasileiras mostraram resiliência e atingiram recorde no último ano.
Na terça-feira, 2, o governo americano anunciou nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, atingindo 59 países e a União Europeia. No dia anterior, 1º de maio, já havia sido informada tarifa de 25% apenas para o Brasil.
Ainda no ano passado, outras tarifas foram anunciadas, em 10% e 40%, mas houve recuo em parte das medidas após decisões administrativas ou judiciais. Mesmo assim, o saldo do comércio brasileiro avançou de 3,5% em 2025, para US$ 348,7 bilhões.
Diferença entre resultados e perdas
As exportações para os EUA caíram 6,6%, conforme dados oficiais. Houve destaque para aumento de 6% nas vendas à China e 31,4% para a Argentina. Estados Unidos, China e Argentina continuam entre os principais destinos do Brasil.
A necessidade de diversificar ficou evidente com esse cenário. O aperfeiçoamento da atuação nos mercados externos reduz vulnerabilidades a choques tarifários. O Mercosul celebrou acordo com a União Europeia, com vigência provisória desde 1º de maio, zerando tarifas para mais de 5 mil produtos.
Avanços comerciais e perspectivas
Também houve avanço nas negociações com o Canadá, com retomada de conversas sobre livre-comércio entre Mercosul e Canadá desde outubro, diante da guerra tarifária promovida pelos EUA. O agronegócio abriu 58 novos destinos em 2025, gerando cerca de US$ 3,4 bilhões em faturamento adicional.
Especialistas destacam necessidade de agregar valor aos produtos para elevar a receita. Tal melhoria, porém, depende de investimentos e de avanços estruturais na economia nacional, que não aparecem com rapidez no radar público.
Mesmo diante do cenário de tarifas, a economia brasileira mostrou capacidade de adaptação, mantendo o fluxo de exportações e buscando novas frentes de mercado para sustentar o crescimento.
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