No Rio de Janeiro, a polícia identificou um esquema de monopólio na venda de alimentos em comunidades dominadas por milícias e facções criminosas. Dois suspeitos foram presos durante as diligências. Moradores e comerciantes eram obrigados a comprar de fornecedores ligados às quadrilhas.
Em um galpão apreendido, havia várias sacas de farinha empilhadas. Segundo os agentes, o material era distribuído pela zona oeste da cidade e pela Baixada Fluminense, com a proibição de marcas concorrentes. As autoridades investigam se há ligação direta com o controle das comunidades.
A polícia aponta que os alimentos eram vendidos a preços acima do mercado, com indícios de mortes de empresários que se recusaram a adquirir os produtos. Documentos e cadernos de contabilidade foram apreendidos como evidência. Dois suspeitos foram detidos.
Durante as buscas, também foram encontrados itens fora do prazo de validade, com indícios de violação de normas. Um depósito foi interditado por condições precárias de armazenamento. A equipe investiga se parte das empresas investigadas foi criada exclusivamente para sustentar o esquema.
Ponto-chave da investigação
Historicamente, comunidades no Rio convivem com monopólios de serviços sob controle de milícias, como internet e transporte alternativo. As autoridades indicam que a prática de dominação do abastecimento alimentar ocorre em áreas sob influência da milícia e também em espaços sob o controle do Terceiro Comando Puro.
A polícia destaca que a milícia vem fortalecendo vínculos com o Terceiro Comando para ampliar domínios, em um cenário de disputas com o Comando Vermelho. O andamento do caso segue com a revisão de documentos e interrogatórios de novos envolvidos.
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